Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

domingo, 28 de maio de 2017

O PRINCIPE E O MENDIGO (The Prince and the Pauper) Inglaterra / EUA, 1977 – Direção Richard Fleischer – elenco: Mark Lester, Oliver Reed, Charlton Heston, Raquel Welch, Rex Harrison, Harry Andrews, Ernest Borgnine, George C. Scott, David Hemmings, Julian Orchard, Sybil Danning, Preston Lockwood,  Felicity Dean, Lalla Ward, Murray Melvin, Graham Stark, Richard Hurndall, Anthony Sharp, Arthur Hewlett, Harry Fowler – 113 minutos

DOIS SERES HUMANOS DISTINTOS ENTRELAÇADOS POR UM PARADOXAL DESTINO!! 
Nunca houve um filme que reunisse tantos premiados!! A superprodução mais aguardada do ano, extraída da obra mundialmente famosa de Mark Twain!! A excitante aventura de ação para um público de todas as idades, filmada com um elenco de astros de primeira grandeza!!   

 MARK LESTER - O talento extraordinário de um astro que marcou toda uma geração

A fábula de Mark Twain sobre o filho de um mendigo e o filho do rei da Inglaterra que nasceram no mesmo dia e que doze ou catorze anos mais tarde se encontrariam para ter a surpresa de que um era o sósia do outro e ao trocarem roupas e identidade para uma fantasia do Baile de Máscaras no palácio, acabaram dando aos conspiradores da Corte oportunidade rara para as suas lutas de poder. Em 1937 já houve uma bem sucedida versão dirigida pelo competente William Keighley, com o então recém-descoberto e endeusado Errol Flynn no elenco, que lá fazia o papel do alegre Miles Hendon, aqui tornado enfurecido justiceiro pela virilidade “porco chauvinista” de Oliver Reed. No filme anterior, o príncipe e o mendigo eram interpretados por dois verdadeiros e típicos meninos, os gêmeos Billy e Bobby Mauch. Nesta versão de 1977 a interpretação ficou por conta, graças à trucagem, por um já muito crescido e talentoso Mark Lester (o astro do belíssimo “OLIVER!”, vencedor do Oscar de Melhor filme de 1968). Esta produção, suntuosamente realizada, merece ser vista e revista, por ter um trabalho ricamente elaborado, uma fotografia primorosa, a trilha sonora de Maurice Jarre inesquecível, uma direção de arte extraordinária, além da excepcional performance do elenco estelar. UM FILME EXTRAORDINÁRIO!! UM FILME ABSOLUTAMENTE BELO!!



sábado, 27 de maio de 2017

O PODER DA CORAGEM (Neerja) India, 2016 – Direção Ram Madhvani – elenco: Sonam Kapoor, Shabana Azmi, Yogendra Tikku, Abrar Zahoor, Jim Sarbh, Ali Baldiwala, Vikrant Singta, Hayder Ali, Rohit Assija, Freny Bhagat, Sonal Paresh Borkhatariya, Rajan Chhabra – 122 minutos

                  A SUA CORAGEM SUPEROU TODAS AS FRONTEIRAS!!

Neerja é um retrato da vida da corajosa comissária de bordo Neerja Bhanot, que sacrificou sua vida protegendo 359 passageiros do voo 73 da Pan Am, em 1986. O voo, que ia de Mumbai, na Índia, para os Estados Unidos, foi sequestrado por quatro integrantes da organização terrorista Abu Nidal, que tinham a intenção de lançá-lo contra um prédio em Israel. Apesar de alguns pontos negativos, o filme é muito bem produzido e tem momentos com boas doses de tensão sobre a história de coragem da protagonista, que colocou sua vida em risco, para salvar centenas de pessoas. Uma verdadeira lição de vida, especialmente em tempos de tanto egoísmo.


Neerja é um retrato da vida da corajosa comissária de bordo Neerja Bhanot, que sacrificou sua vida protegendo 359 passageiros do voo 73 da Pan Am, em 1986. O voo, que ia de Mumbai, na Índia, para os Estados Unidos, foi sequestrado por quatro integrantes da organização terrorista Abu Nidal, que tinham a intenção de lançá-lo contra um prédio em Israel. Apesar de alguns pontos negativos, o filme é muito bem produzido e tem momentos com boas doses de tensão sobre a história de coragem da protagonista, que colocou sua vida em risco, para salvar centenas de pessoas. Uma verdadeira lição de vida, especialmente em tempos de tanto egoísmo.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

INTERNET, O FILME – Brasil, 2017 – Direção Filippo Capuzzi Lapietra – elenco: Rafinha Bastos, Felipe Castanhari, Pathy dos Reis, Gusta Stockler, Cellbit, Julio Cocielo, Maurício Meirelles, Gabi Lopes, Thaynara Oliveira Gomes, Christian Figueiredo, Igão Underground, Lucas Teddy Olioti, PC Siqueira, Victor Meyniel, Cauê Moura, Mr. Catra, Raul Gil, Jacaré Banguela, Palmirinha Onofre, Mr Poladoful, Tacio Schaeppi, Paulinho Serra – 97 min

           EM UM MUNDO DE WEBCELEBRIDADES TUDO PODE ACONTECER

Acima de questões técnicas, é preciso encarar este filme como o retrato de uma época. Goste-se ou não, os youtubers são uma realidade e, de certa forma, é até natural que se busque algum modo de migrar (e lucrar) tamanha fama para as telas de cinema - basta lembrar os vários astros da TV que seguiram o mesmo caminho. A grande questão é que, dentro desta migração, são transferidas não apenas pessoas, mas também vícios estilísticos e de linguagem - e, neste caso, a decisão é bem ame ou odeie. O filme é recheado de bons números de humor feitos por profissionais, mas ele tem um ponto fraco. O ponto fraco é que, como a maioria das webcelebridades não tem experiência, as atuações são engessadas. E há piadas boas e inteligentes, mas que são ofuscadas pelo roteiro fraco e machista.

Na sinopse, vários influenciadores e seus fãs estão reunidos em um hotel de São Paulo, para uma grande convenção que acontecerá nos próximos dias. É o gancho para um imenso painel representativo do universo de youtubers, que surgem em suas variadas facetas: o arrogante, o que esconde o rosto, o casal que faz sucesso, o que depende da fama de um animal, a que fala verdades a todo instante, o vulgar, o que sempre xinga, o feito em animação e por aí vai. Mais do que glorificá-los, o filme tem por objetivo identificá-los em um misto de apresentação aos leigos e reconhecimento daquele meio aos entendidos, até mesmo com uma certa autocrítica. Neste ponto, o filme funciona a contento.

Com histórias variando entre o ameno e o constrangedor (especialmente a que envolve o cachorro Brioco), pontuado por algumas piadas escatológicas,  INTERNET – O FILME consegue ser uma boa comédia. Uma delas está no pós-créditos, na divertida cena envolvendo Mr. Catra como Deus, e nas espertas piadas envolvendo as provocações a Felipe Neto, o suposto casal formado por Kéfera e Alexandre Frota e a breve aparição do frame típico da Jequiti Cosméticos, nas transmissões do SBT. São momentos como este, em que ri do próprio universo retratado, que o filme encontra um caminho a seguir. Como nem tudo poderia ser apenas bom humor e alto nível, há momentos de homofobia, gordofobia e afins – algo que parece vir no pacote de nove entre dez das comédias nacionais. Há também momentos (na verdade, boa parte deles) nos quais os atores parecem estar se divertindo mais do que o público. A direção de Filippo Capuzzi Lapietra sabe utilizar muito bem do material que têm em suas mãos. Há uma clara intenção do diretor em remeter a estética do filme à do Youtube, mais jovial e dinâmico. A inclusão de memes e uma edição mais ágil é perfeitamente encaixada no longa, que tem desde a sua abertura um público alvo determinado. Auxiliado com o roteiro de Rafinha Bastos, algumas piadas mais referenciais são bem engraçadas. A participação de PC Siqueira, no arco de Cellbit, é muito boa e bem feita. A inclusão de memes mais antigos como a presença ilustre dos cantores da versão original de “Para Nossa Alegria”, é uma jogada de risco, que funciona exatamente por ser arriscada. Mas no geral, o filme pode lhe arrancar uma quantidade boa de risadas, ainda mais se o espectador estiver enraizado nessa cultura e for capaz de entender todas as referências.


domingo, 21 de maio de 2017

A FITA BRANCA (Das Weisse Band / The White Ribbon) Alemanha, Austria, França, Itália, 2009 – Direção Michael Haneke – Elenco: Christian Friedel, Leonie Benesch, Ulrich Tukur, Ursina Lardi, Burghart Klaussner, Rainer Bock, Susanne Lothar, Josef Bierbichler – 144 minutos

   UMA FÁBULA SOMBRIA E ASSUSTADORA SOBRE AS RAÍZES DO NAZISMO
        UM DOS MELHORES FILMES DE TODA A HISTÓRIA DO CINEMA!!!

É uma história sombria, mas de esperança e redenção. Às vésperas da Primeira Guerra Mundial, em 1913, estranhos eventos perturbam a calma de uma pequena cidade na Alemanha. O espectador é apresentado a todos os integrantes dessa sociedade: o barão, o administrador, o padre, o médico, o professor, a babá, entre outros que viviam em aparente tranquilidade, até que os estranhos episódios começam. Uma corda é colocada como armadilha para derrubar o cavalo do médico; um celeiro é incendiado; duas crianças são sequestradas e torturadas. Gradualmente, estes incidentes isolados tomam a forma de um sinistro ritual de punição, deixando a cidade em pânico. O professor do coro de crianças e jovens da escola local investiga os acontecimentos para encontrar o responsável e aos poucos desvela a perturbadora verdade. O diretor aplica a relação de crime e castigo de CACHÉ para a Alemanha pré-nazista. Esse filme poderoso fala sobre questões bem mais gerais, que podem ser aplicadas a qualquer país e a qualquer tempo: a hipocrisia das pessoas, a podridão que se esconde por trás de quem mais se preocupa com as aparências, as consequências do modo violento como alguns pais criam seus filhos etc. 
Um dos pontos que mais chamam a atenção é que, em muitas cenas, talvez na maioria delas, o diretor não mostra os momentos de violência física de forma direta: se a surra acontece dentro da sala, ele filma apenas a porta fechada; se uma jovem é violentada, ele filma apenas o choro posterior ao ato em si. Em outras palavras ele sugere mais do que mostra, pondo o foco não na ação, mas em seus efeitos, na tensão e no ambiente brutal que eles causam. Assim, até em um aspecto formal, ou técnico, o filme representa aquela sociedade em que os atos condenáveis são feitos de forma escondida, mas suas consequências são totalmente visíveis. Do premiado cineasta Michael Haneke, de A PROFESSORA DE PIANO e CACHÉ, o perturbador e belo A FITA BRANCA foi o vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2009. O filme ainda recebeu o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro e era o favorito ao Oscar 2010 na mesma categoria (mas perdeu absurdamente), além de receber uma indicação como melhor fotografia, para Christian Berger. Apesar de ter sido totalmente filmado em cores, A FITA BRANCA foi alterado para branco-e-preto durante a pós-produção. O diretor procura a origem do crime de ódio mais filmado e analisado do século 20 - o Holocausto. O vínculo com o nazismo é montado já na fala do narrador, que conta que ali, naquela comunidade, pequenos eventos prenunciam o que aconteceria com o país todo, anos depois. Haneke começa o filme, portanto, amarrado conscientemente nessa analogia com o Holocausto - e, ao seu modo habitual, começa a ditar o tipo de reação que espera do público.

O fato é que a punição, embalada como disciplina, está enraizada no vilarejo - e a fita branca do título, que o pastor local força dois de seus filhos a usar, como sinal de vergonha por pecados cometidos, é obviamente a antevisão da futura etiquetação antissemita de judeus nos princípios da Segunda Guerra. Costuma-se crer que Hitler chegou ao poder auxiliado pelo rancor que os alemães sentiam após a devastação do país na Primeira Guerra, mas para Haneke o embrião do mal é anterior. Se A FITA BRANCA está preso à analogia com o nazismo, pelo menos a exerce com lampejos de brilhantismo, como no plano final, da missa na igreja, com sua arquitetura que lembraria depois um salão do Terceiro Reich. Pode ser visto como uma crítica profunda a vários tipos de autoritarismo. Por isso, é o tipo de filme para o qual espectadores atentos poderão encontrar diversas interpretações. Com um elenco excelente, sobretudo as crianças; um enredo brilhante, que  vai se construindo de maneira perfeita; uma edição rigorosa, e apesar do filme ser longo, não há cenas sobrando; e uma fotografia em preto e branco, soberba e magnífica, é UM DOS MELHORES FILMES DO ANO!!! UM DOS MAIS IMPORTANTES DA HISTÓRIA DO CINEMA!!! ABSOLUTAMENTE NOTÁVEL, BELO E EXTRAORDINÁRIO!!! OBRIGATÓRIO!!


sábado, 20 de maio de 2017

O NASCIMENTO DE UMA NAÇÃO (The Birth of a Nation) EUA, 2016 – Direção Nate Parker – elenco: Nate Parker, Armie Hammer, Penelope Ann Miller, Jackie Earle Haley, Mark Boone Junior, Colman Domingo, Aunjanue Ellis, Dwight Henry, Aja Naomi King, Esther Scott, Roger Guenveur Smith, Tony Espinosa – 115 minutos  

       ELE DECIDIU ELABORAR UM PLANO E LIDERAR O MOVIMENTO DE LIBERTAÇÃO


"O Nascimento de uma Nação" já deixa seu legado e nenhum passado negro ou polêmica pessoal será capaz de apagar. No entanto, foi uma pena que a mancha do passado pessoal do diretor e ator Nate Parker desviou a importância merecida da obra na época das premiações. Embora o filme seja desigual às vezes, especialmente no terceiro ato, ele ainda atinge momentos de incrível beleza e terror à medida que assistimos a Turner liderando uma rebelião violenta e necessária contra o pecado da escravidão. Mas o filme lava com sangue a alma de uma enorme parte da população que já deu, faz tempo, sua cota de sofrimento na Terra. E Nate Parker soube aproveitar com maestria os simbolismos para ir à forra. O envolvimento do ator com o personagem é tão evidente – transborda da tela – que, ele merecia ser indicado ao Oscar 2017 por sua performance, mas os membros da Academia ignoraram.
De todo modo, tropeços à parte, "O Nascimento de uma Nação" é capaz de despertar reflexões nem que seja apenas pela própria natureza do tema que aborda. O filme é potente, tem interpretações seguras e brilhantes, mas o diretor estreante e de primeira viagem, que também escreveu o roteiro, embarca com muita sofreguidão nos excessos de um tom novelesco para um filme que se pretende uma crônica de vingança. Sua direção é um tanto dura, desprovida de sutilezas, tamanha é a vontade da lembrança. Mas ele extrai excelentes atuações do elenco de apoio, e é ele quem segura o filme com emoção aflorada. Resumindo, o filme retrata um capítulo importante da história dos Estados Unidos de maneira incompleta, mas bastante interessante.


sexta-feira, 19 de maio de 2017

A LONGA CAMINHADA DE BILLY LYNN (Billy Lynn’s Long Halftime Walk) Inglaterra / China / EUA, 2016 – Direção Ang Lee – elenco: Joe Alwyn, Kristen Stewart, Garrett Hedlund, Chris Tucker, Vin Diesel, Steve Martin, Arturo Castro, Mason Lee, Barney Harris, Beau Knapp, Ben Platt – 113 minutos  

ELE SE TORNOU UM HERÓI, 
                             MAS ISSO NÃO IMPEDIU QUE VOLTASSE À GUERRA

Ang Lee, cineasta de filmes extraordinários como O BANQUETE DE CASAMENTO (1993); RAZÃO E SENSIBILIDADE (1995); O TIGRE E O DRAGÃO (2000); O SEGREDO DE BROKEBACK MOUNTAIN (2005), traz sua extraordinária versão do aclamado romance best-seller, “A Longa Caminhada de Billy Lynn”. A história do filme é contada através do ponto de vista do soldado de 19 anos, Billy Lynn (interpretado pelo novato Joe Alwyn) que, junto com seus colegas do esquadrão Bravo, se torna um herói após uma angustiante batalha no Iraque e é trazido de volta ao lar para uma turnê de vitória. Através de flashbacks, que culminam no espetacular show de intervalo do jogo de futebol americano do feriado de Ação de Graças, o filme conta o que aconteceu realmente ao esquadrão; fazendo um contraste entre a realidade da guerra e a percepção americana sobre ela. O elenco do filme conta com Kristen Stewart, Chris Tucker e Garret Hedlund, e também com Vin Diesel e Steve Martin. O diretor usou uma nova tecnologia nessa produção, filmando com um número de frames extremamente alto pela primeira vez na história do cinema, para criar uma experiência digital imersiva que o ajudou a dramatizar uma situação de guerra como nunca antes visto.

Além de belas imagens, que contrastam os horrores da guerra com uma celebração repleta de fogos de artifício, os vídeos destacam o elenco incomum da produção falando da experiência das filmagens, que usa o que há de mais avançado em tecnologia de captação de imagens digitais. Ang Lee usou tecnologia 3D de ponta para fotografar em altíssima definição, criando uma experiência descrita como “imersiva” e que os vídeos da internet não são capazes de transmitir. As críticas publicadas nos EUA celebraram a revolução visual, mas não foram muito elogiosas para o roteiro de Simon Beaufoy (“Quem Quer Ser um Milionário”). Tematicamente maduro e tecnicamente seguro, o filme é um discurso/crítica, sútil e preciso, direcionado a uma nação que glamouriza a Guerra e faz desta uma bandeira/venda para mascarar as implicações morais dessa Política disfarçada de "serviço a liberdade".

quarta-feira, 17 de maio de 2017

ASSASSINO A PREÇO FIXO 2 (Mechanic: Resurrection) EUA / França, 2016 – Direção Dennis Gansel – elenco: Jason Statham, Jessica Alba, Tommy Lee Jones, Michelle Yeoh, Sam Hazeldine, John Cenatiempo, Toby Eddington, Femi Elufowoju Jr., Anteo Quintavalle, Bonnie Zellerbach, YaYaying Rhatha Phongam, Stuart Thorp, Alex Kuzelicki, Thomas Kiwi – 98 minutos

ELE PRECISA CUMPRIR A DIFÍCIL TAREFA DE ASSASSINAR 
                                                                             OS HOMENS MAIS PERIGOSOS DO MUNDO 

“Assassino a Preço Fixo 2" (2016) é o filme que "Assassino a Preço Fixo" (2011) deveria ter sido - um filme B de James Bond ou uma versão mais homicida e crua de "Missão Impossível" (1996). Para aqueles que adoram Jason Statham, a experiência é bastante divertida. O filme não é de se jogar fora por completo graças às elaboradas e estruturadas sequências de ação e ao carisma matador de Jason Statham. Ele é, com certeza, o grande astro de ação da atualidade. Assim como aconteceu com Jean-Claude Van Damme, Chuck Norris e até Arnold Schwarznegger, o ator britânico tem um público cativo pronto para ver suas longas e improváveis cenas de ação; no entanto, esse fator é o mesmo que leva Statham a estar sempre no mesmo filme, como se houvesse pouca diferença entre este e os outros mais recentes do ator.


O filme apresenta o que realmente está interessado, os seus momentos de pura ação. E aí está a grande ideia do filme, para rever seu grande amor Bishop precisará cometer três assassinatos improváveis e que não aparentam ser um crime. É então que o filme se diverte, e talvez por isso que divirta em alguma instância, colocando o herói nas situações mais complicadas, como chegar a um homem poderoso dentro de uma cadeia de segurança máxima; ou assassinar um milionário cercado de seguranças que vive literalmente no alto de uma torre de vidro impossível de se chegar; ou ainda penetrar uma fortaleza do período da URSS no Leste Europeu. Nessas missões, o mais interessante é que o filme não se leva a sério, não estando preocupado com verossimilhança alguma, Bishop desafia as leis da física e parece mais um super-herói do que qualquer outra coisa. São essas situações que deixam “Assassino a Preço Fixo 2” minimamente divertido. A direção de Dennis Gansel é segura e consegue trazer algo diferente do que foi visto no filme anterior. Com alguns problemas, o filme traz algo potencialmente maravilhoso: o ponto final dessa franquia que deveria ter permanecido fechada com o filme estrelado por Charles Bronson.