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sábado, 6 de janeiro de 2018

120 BATIMENTOS POR MINUTO (120 Battements Par Minute) França, 2017 – Direção Robin Campillo – elenco: Nahuel Pérez Biscayart, Arnaud Valois, Adèle Haenel, Antoine Reinartz, Ariel Borenstein, Félix Maritaud, Aloïse Sauvage, Simon Bourgade, Médhi Touré, Simon Guélat, Catherine Vinatier, Théophile Ray, Saadia Bentaïeb, Jean-François Auguste, Yves Heck – 140 minutos

UM FILME QUE REVISITA DISCUSSÕES QUE HOJE VOLTAM A SEREM VISTAS COMO IMORAIS E PROVA COMO ALGUNS SETORES ESTÃO REGREDINDO


Este é um grande filme militante, de luta - mas também de amor -, sobre o começo da aids. O combate aos laboratórios, ao governo do socialista François Mittérrand, que se recusava a encarar a extensão da crise da saúde. “120 Batimentos Por Minuto” se passa na França, início dos anos 1990. O grupo ativista Act Up está intensificando seus esforços para que a sociedade reconheça a importância da prevenção e do tratamento em relação a AIDS, que mata cada vez mais há uma década. Recém-chegado, Nathan (Arnaud Valois em uma interpretação devastadora) logo fica impressionado com a dedicação de Sean (Nahuel Pérez Biscayart, brilhante performance) junto ao grupo, e os dois iniciam um relacionamento sorodiscordante, apesar do estado de saúde delicado de Sean.


Esse filme muito elogiado chegou ao Brasil (lançado nos cinemas na quinta-feira, dia 04) e provavelmente terá muito sucesso nas salas de arte. Não pelo fato de ser um filme francês que conta a história de um relacionamento homoafetivo, mas sim porque o filme traz a questão da militância LGBT que acontecia em Paris há 28 anos e que volta a ser polêmica em um país no qual a onda conservadora volta a tomar força. O diretor Robin Campillo segue no caminho para se tornar um dos mais importantes realizadores LGBT da atualidade com esse filme delicado. É importante perceber, no entanto, que assim como Gus van Sant ou Xavier Dolan, seu cinema está além da orientação sexual daqueles presentes em seus enredos, impondo-se com uma temática pertinente e relevante, que não pode ser ignorada, independente de quem se situa no lado de cá da tela grande. 


Neste mais recente longa, o diretor não perde tempo com distrações ou amenidades, construindo uma bela e emocionante relação amorosa, ao mesmo tempo em que ela está inserida numa passagem crítica da história recente da nossa sociedade. A justaposição de uma trama em meio a outra coloca em evidência não apenas as ligações inegáveis que existem entre ambas, mas também a urgência de se olhar para uma sem esquecer da outra. Somos somas de nossos gestos, e tanto Campillo quanto seus personagens sabem muito bem disso. Premiado no Festival de Cannes com o Grande Prêmio do Júri – chegou a levar o presidente do corpo de jurados de 2017, Pedro Almodóvar, às lágrimas – e com o troféu da crítica, além da Queer Palm como melhor filme de temática LGBT. A direção de Robin Campillo se destaca principalmente nos momentos em que se foge da narrativa e vemos os protagonistas dançando ou durante algum protesto, somos levados para um momento utópico, com todos felizes, se misturando às luzes que piscam, destacando a envolvente trilha sonora do longa e deixando claro que, apesar das diferenças, a luta é uma só. Essa união também é trabalhada nas cenas mais íntimas, com destaque para uma cena de sexo em que o casal conta como teve o primeiro contato com o HIV, vemos parte da história acontecendo, mas em momento algum saímos do cenário escuro em que os personagens se encontram. Um dos filmes mais importantes do ano!! Obrigatório e Emblemático!! 
         O PRIMEIRO GRANDE FILME DO ANO!!  DEVASTADOR E MAGNÍFICO!!



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